Índice
Introdução
Depois de termos visitado a República Dominicana e Cuba, já há algum tempo que tínhamos o México na mira. As opiniões que ouvíamos de quem tinha estado tanto na República Dominicana como no México faziam-nos querer ainda mais ir pois diziam-nos que o México oferecia mais história, mais cultura, mais para ver e explorar.
Combinámos com um casal amigo (o mesmo com quem viajámos para Cabo Verde) que o México seria o nosso próximo destino em conjunto. Por várias razões (algumas deles, outras nossas) a viagem foi sendo adiada. Mas 2024 parecia finalmente ser o ano em que o plano ia sair do papel.
Entretanto a minha irmã e o namorado também se quiseram juntar e no fim, lá fomos sete rumo ao México… não o suficiente para encher um autocarro, mas o suficiente para fazer barulho como um grupo grande!
Escolha do hotel
Para escolher o hotel decidimos que queríamos ficar perto da Playa del Carmen de forma a conseguirmos ir até ao pueblo a pé sempre que nos apetecesse dar uma volta fora do resort.
Como já tínhamos ficado num hotel da cadeia Bahia Principe na República Dominicana, desta vez queríamos variar. Estávamos inclinados para os hotéis da cadeia Riu e depois de algumas pesquisas e comparações acabámos por escolher o Riu Tequila.
Este hotel fica em Playacar, um complexo privado e fechado junto à Playa del Carmen conhecido por ser uma zona calma, com segurança privada e acessos controlados, composta essencialmente por resorts, campos de golfe e casas de férias. Dentro deste complexo estão várias cadeias de resorts incluindo o complexo Riu que inclui vários hotéis como o Riu Yucatán, o Riu Playacar, o Riu Lupita, o Riu Palace México e o Riu Palace Riviera Maya.
O Riu Tequila não está em primeira linha de mar mas tem acesso direto à praia e fica a apenas uns minutos a pé. A diferença de preço para o Riu Yucatán, que está mesmo em frente ao mar, fez-nos concluir que não valia a pena pagar mais só para estar mais perto da areia. No final, sentimos que foi uma boa escolha.
O hotel era simpático, com um ambiente descontraído e com animais selvagens a passearem livremente pelos jardins, coisa a que não conseguíamos ficar indiferentes. Tinha várias piscinas, incluindo uma com bar dentro de água que dava logo aquele espírito de férias tropicais. O quarto era espaçoso, limpo e confortável e contava até com um dispensador de bebidas gratuito com várias garrafas à disposição. Mas, como tínhamos bebidas à discrição em todos os bares do hotel, acabámos por nem o usar.
Quarto do RIU Tequilla
Experiências menos boas
Ainda assim, se tiver que comparar, confesso que gostei mais da experiência que tivemos no Bahia Principe na República Dominicana. Talvez pelo ambiente, pelo serviço ou simplesmente por ter sido a nossa primeira viagem para as Caraíbas e a primeira viagem em resort com regime tudo incluido. Mas claro, são viagens diferentes em momentos diferentes.
O hotel tinha 3 restaurantes de especialidade, o “Rinascita” de especialidades italiana, o “Bamboo” de especialidade asiáticas e a steakhouse “Black house”. Nós acabámos por experimentar apenas o asiático e a steakhouse e infelizmente a experiência na steakhouse ficou longe do esperado. Logo ao fazer o pedido pedem-nos para escolher o ponto da carne de vaca e até têm um guia visual na ementa a mostrar os diferentes pontos, mas quando a carne chegou à mesa veio tão bem passada que parecia uma sola de sapato. Para mim carne de vaca bem passada é inadmissível. Perguntámos ao empregado se aquele era o ponto que tínhamos pedido e ele confirmou, mesmo depois de comparar-mos com o tal guia visual dos pontos da carne. O chefe de sala ao ver-nos ali tanto tempo com o empregado veio perguntar o que se passava e nós apenas perguntámos que ponto de carne era aquele que estava no prato… e ele claro disse que era o “bem passado”. Nós dissemos que tínhamos pedido mal passado e depois de confirmar no ticket do pedido lá fez novo pedido à cozinha e novo período de espera.
Além disso todo o atendimento foi lento e os empregados nunca se mostraram particularmente simpáticos. Não gostei do restaurante, nem da comida, nem do ambiente… pronto!
Quanto ao restaurante buffet que servia o almoço e o jantar, a comida era saborosa mas muito repetitiva. Ao fim de uns dias já sentíamos que andávamos a comer sempre mais ou menos o mesmo.
A praia do resort
Para irmos até à praia podíamos optar por um pequeno comboio turístico que fazia o trajeto entre a receção e a praia ou então ir a pé numa caminhada de cerca de 10 minutos. Na verdade, não era bem um comboio, era mais parecido com um carrinho de golfe mas com vários bancos, com capacidade para cerca de 10 pessoas. Saía do lobby do hotel a cada 15 a 20 minutos, por isso, se à ida não estivesse logo à porta íamos a pé sem problema. Já no regresso, normalmente esperávamos por ele… o cansaço falava mais alto!
A praia era lindissíma, com várias palmeiras a criarem zonas de sombra natural que sabiam mesmo bem naqueles dias quentes que ali passámos. A areia era branca e fina, daquelas em que apetece mesmo andar descalço e o mar para além daquele tom azul-turquesa tão típico das Caraíbas que parecia saído de um postal, era calmo e quente, perfeito para irmos a banhos e esquecermo-nos do tempo a passar.
Estando na praia podíamos ainda aproveitar o bar e a piscina do Riu Yucatán o que era ótimo porque não havia necessidade de regressar ao hotel sempre que queríamos comer ou beber alguma coisa.
Piscinas do resort
Já no Riu Tequila, também havia várias piscinas e bares onde havia sempre alguma coisa a acontecer ao longo do dia, desde jogos e aulas de dança até à típica animação de resort com música alta e muita energia. Para quem gosta deste tipo de ambiente mais mexido, é divertido e ajuda a criar bom ambiente. Para quem prefere sossego há também zonas mais calmas onde é possível simplesmente relaxar com um cocktail na mão.
Playa del Carmen
Num dos dias, decidimos ir a pé até Playa del Carmen que ficava a cerca de 40 minutos do hotel. Playa del Carmen é uma cidade costeira bastante turística, conhecida pelas suas praias, pela vida noturna e claro, pela famosa 5ª Avenida, a rua principal que atravessa a cidade paralela ao mar.
A 5ª Avenida é cheia de energia e pensada claramente para agradar a quem visita. Há luzes de néon por todo o lado, música a sair de praticamente todas as lojas, vendedores a chamar os turistas, restaurantes de todos os estilos e para todas as carteiras, cafés, gelatarias, bares, casas de câmbio, lojas de souvenirs, de roupas e até algumas marcas internacionais. É uma espécie de mistura entre um mercado ao ar livre e uma zona comercial moderna com o seu próprio charme.
Junto à praia, muitos mexicanos passam o dia em convívio aproveitando o mar e o sol com as famílias ou com amigos, num ambiente bem diferente daquele que se vive dentro dos resorts. Mesmo ali à beira-mar encontra-se também o Portal Maya, uma escultura imponente e cheia de simbolismo que se tornou um dos ícones de Playa del Carmen. Representa a ligação entre o homem, a natureza e o tempo.
O povo
Quanto aos mexicanos confesso que fiquei um pouco desiludida. Estava à espera de um povo mais simpático e caloroso como os dominicanos mas não foi isso que senti. No geral, achei-os pouco acolhedores mesmo quando era evidente que esperavam uma gorjeta. Faltou aquele sorriso fácil e genuíno que tantas vezes faz a diferença numa viagem.
Claro que não podemos generalizar, estivemos apenas numa pequena parte da Península de Yucatán, muito voltada para o turismo e sabemos que isso não representa o verdadeiro México. Ainda assim, por ser precisamente uma zona tão turística esperava um atendimento mais acolhedor. Afinal, quem trabalha diariamente com visitantes de todo o mundo devia ser a cara mais sorridente do país.
As excursões
Estas foram daquelas férias clássicas de resort, praia e tours organizadas. Uma combinação entre descanso e descoberta com o mar à porta e várias aventuras marcadas à distância. Saímos de Portugal com quase todas as excursões já reservadas porque queríamos aproveitar ao máximo o que a Riviera Maya tinha para oferecer.
Das opções disponíveis, havia duas que tanto eu como o Tiago fazíamos mesmo questão de incluir: a visita a Chichén Itzá e um dia no parque Xcaret. Acabámos por reservar com a Rimaintours duas excursões diferentes. Uma a Chichén Itzá e outra a Tulum e Cobá. Os bilhetes para o Xcaret comprámos diretamente no site oficial porque eram mito mais baratos e já no hotel, com o agente da New Blue (o operador turístico com quem viajámos), comprámos a visita à ilha de Cozumel.
