A República Dominicana é um autêntico paraíso tropical situado no coração do Caribe, onde as águas azul-turquesa, as praias de areia branca e os coqueiros balançando ao vento parecem saídos de um postal. Ocupando a parte oriental da ilha de Hispaniola partilhada com o Haiti, este é um destino que alia natureza exuberante, cultura vibrante e uma hospitalidade que conquista logo à chegada.
Durante a nossa estadia ficámos hospedados num resort em Punta Cana, uma das zonas mais populares do país, famosa pela sua “Costa do Coco”. Os dias ali foram sinónimo de descanso absoluto. Praias paradisíacas a poucos passos do quarto, piscinas amplas, restaurantes temáticos com sabores de várias partes do mundo e um serviço Tudo Incluído que nos permitiu desligar do mundo e simplesmente aproveitar. O nosso hotel, o Grand Bahia Principe Bávaro, foi o ponto de partida para esta experiência relaxante e confortável.
Mas a República Dominicana é mais do que apenas resorts. É a simpatia contagiante dos dominicanos que nos cumprimentam com um sorriso, é o ritmo da bachata e do merengue que se ouve por todo o lado, é o sabor inconfundível da mamajuana, uma bebida típica feita à base de rum, vinho tinto, mel e várias raízes e ervas, que os locais garantem ter propriedades medicinais e afrodisíacas. Confessamos, provámos e sobrevivemos para contar a história!
Este é um destino ideal para quem procura sol, mar e descanso mas também para quem quer experimentar uma cultura cheia de vida e energia. A República Dominicana deixou-nos boas memórias, pele dourada pelo sol e uma vontade enorme de voltar.
Para entrar na República Dominicana, os cidadãos portugueses precisam apenas de um passaporte com validade mínima de 6 meses a contar da data de saída do país. Não é necessário visto para estadias até 30 dias, mas é obrigatório apresentar o bilhete de saída, a morada do alojamento onde vai ficar e ter meios para comprovar que possui recursos financeiros suficientes para a estadia.
Antes da viagem, é necessário preencher um formulário eletrónico chamado e-ticket tanto para a chegada como para a partida do país. O processo é simples e rápido, feito online no site eticket.migracion.gob.do. O sistema gera códigos QR que devem ser apresentados às autoridades migratórias. Recomenda-se fazer este processo até 72 horas antes da viagem, imprimindo ou guardando uma captura de ecrã dos códigos para facilitar o controlo à chegada.
Se viajar de avião com bilhete comprado fora da República Dominicana não terá de pagar taxas migratórias adicionais, já estão incluídas no preço do voo. No entanto, se entrar no país por via terrestre ou marítima deve adquirir um Cartão de Turista junto da Direção Geral de Impostos locais.
Quem pretender ficar mais de 30 dias pode solicitar uma prorrogação de estadia até 120 dias ou, em alternativa, pagar uma multa ao sair do país. O valor da multa depende da duração da permanência além do permitido. Para mais informações, pode consultar o site da Direção Geral das Migrações.
É aconselhável viajar com uma fotocópia do passaporte para situações de emergência. Já os menores de 18 anos que viajem com o mesmo adulto na entrada e na saída do país não precisam de apresentar uma autorização especial.
Quanto às restrições alfandegárias, os viajantes maiores de idade podem trazer consigo, isentos de taxas, até 20 maços de cigarros, 25 charutos ou 200g de tabaco, até 3 litros de bebidas alcoólicas e artigos para oferta no valor máximo de 100 dólares. Para informações mais detalhadas sobre o que pode ou não ser transportado na bagagem, pode consultar o site da Direção Geral das Alfândegas.
A forma mais comum de viajar para a República Dominicana a partir de Portugal é através de voos charter incluídos em pacotes de férias com Tudo Incluído, organizados por operadoras turísticas. Estes pacotes são bastante populares e oferecem uma forma prática e confortável de visitar o país, com voos diretos geralmente operados pelas companhias Wamos Air ou World2Fly.
Os voos diretos saem habitualmente de Lisboa e têm como destino o Aeroporto Internacional de Punta Cana, situado na zona mais turística do país, onde se encontram a maioria dos resorts.
Também é possível viajar para a República Dominicana com voos de carreira, fazendo escala em cidades como Madrid, Paris ou Amesterdão. Estas opções costumam ser operadas por companhias como a Iberia, Air France, KLM ou Air Europa e permitem maior flexibilidade para quem pretende viajar de forma independente ou visitar outras regiões do país, como Santo Domingo ou Samaná.
Independentemente da escolha, a maioria dos turistas portugueses opta por pacotes organizados, que além do voo, já incluem o transfer entre o aeroporto e o hotel, estadia em regime Tudo Incluído e por vezes, algumas excursões locais.
De forma geral, a República Dominicana é considerada segura para turistas, especialmente nas zonas mais turísticas como Punta Cana, Bávaro ou La Romana, onde a presença policial é visível e as infraestruturas estão preparadas para receber visitantes.
A maioria das pessoas que visita o país fá-lo em regime de Tudo Incluído, alojada em resorts onde o ambiente é muito controlado e protegido. Nestes locais, o risco de incidentes é mínimo, sendo comum encontrar segurança privada e um serviço de vigilância discreto mas eficaz.
Nas ruas de zonas turísticas como Playa Bávaro ou Playa del Carmen, é frequente ver patrulhas da polícia nacional e da Policía de Turismo (Politur), especialmente junto a centros comerciais, praias e pontos de excursão. Essa presença contribui para uma sensação de segurança, mesmo ao circular fora do resort.
Apesar disso, é importante manter alguns cuidados habituais, como em qualquer destino internacional. Evite ostentar objetos de valor, deixe os documentos originais no cofre do hotel e circule apenas com o essencial. Se sair do resort, escolha operadores turísticos credenciados para excursões e use apenas transportes autorizados.
Para viajar para a República Dominicana, não são exigidas vacinas obrigatórias, mas é recomendável estar com a vacinação de rotina atualizada (tétano, hepatite A e B, febre tifóide, entre outras). Se tiver dúvidas, é aconselhável consultar o seu médico de família ou uma consulta do viajante com alguma antecedência.
É obrigatório possuir um seguro de saúde válido para toda a duração da estadia. Os cuidados médicos no país são pagos e os custos podem ser elevados, especialmente nas clínicas privadas onde os turistas são normalmente atendidos. O seguro de viagem deve cobrir assistência médica, hospitalização e repatriamento, se necessário.
É igualmente recomendável levar um estojo básico de viagem com os seus medicamentos habituais e outros itens úteis como paracetamol, anti-histamínicos, antidiarreicos, protetor solar e repelente de insetos. Algumas farmácias podem não ter os mesmos medicamentos disponíveis em Portugal ou podem exigir receita.
Na República Dominicana, a eletricidade funciona a 110V e 60Hz, o que é diferente do padrão português (230V e 50Hz). As tomadas mais comuns são do tipo A e B:
Isso significa que a maioria dos aparelhos portugueses não são compatíveis sem adaptador e nalguns casos, também será necessário um transformador de voltagem, especialmente para equipamentos que não suportem os 110V.
O roaming para fora da União Europeia, como é o caso da República Dominicana, implica quase sempre custos elevados nas chamadas, mensagens e utilização de dados móveis. Por isso, não é recomendável utilizar o plano nacional português sem verificar previamente as condições com a sua operadora.
Para evitar surpresas na fatura, há algumas alternativas bastante práticas:
A República Dominicana tem um clima tropical quente e húmido durante todo o ano, com pequenas variações sazonais. A temperatura média ronda os 25°C a 30°C, sendo os meses de verão (junho a setembro) os mais quentes e húmidos.
O país divide o ano em duas estações principais, a estação seca de dezembro a abril e a estação das chuvas de maio a novembro. A estação seca é considerada a melhor época para visitar com menos precipitação e dias de sol mais constantes, perfeita para desfrutar das praias e fazer excursões.
A estação das chuvas caracteriza-se por pancadas intensas, geralmente curtas e concentradas ao fim do dia. Apesar disso, muitos dias são parcialmente ensolarados e ainda muito aproveitáveis para turismo. Entre agosto e outubro há maior probabilidade de ocorrência de tempestades tropicais e furacões, embora os resorts estejam bem preparados para lidar com estas situações.
A gastronomia da República Dominicana reflete uma fusão de influências africanas, espanholas e indígenas, com sabores intensos e pratos ricos em temperos e tradição. Para quem fica num resort em regime de Tudo Incluído, como é o caso da maioria dos visitantes, há uma vasta oferta de buffets e restaurantes temáticos com pratos internacionais e especialidades locais.
Entre os pratos típicos mais comuns estão o la bandera (arroz branco, feijão e carne guisada), o sancocho (um ensopado de carnes e legumes) e o mangú (puré de banana verde, geralmente servido ao pequeno-almoço com queijo, ovos ou salame frito). O peixe e marisco também têm destaque, especialmente nas zonas costeiras.
Nos resorts não faltam frutas tropicais frescas como manga, papaia, ananás, melancia e sumos naturais. As sobremesas tendem a ser doces e cremosas como o dulce de leche ou pudins à base de coco.
Nas bebidas, destaque para os sumos de fruta natural, os cocktails com rum (como o piña colada e o cuba libre) e a famosa mamajuana, uma bebida local feita com rum, mel e ervas, envelhecida dentro de garrafas com raízes e cascas. Dizem por lá que é afrodisíaca!
A moeda oficial da República Dominicana é o peso dominicano (DOP). Apesar disso, o dólar americano é amplamente aceite, especialmente em zonas turísticas como Punta Cana e nos resorts. Muitos preços são apresentados em dólares e é possível pagar com cartão em praticamente todos os hotéis, restaurantes, lojas e excursões.
Se optar por levar euros, pode trocar por pesos em casas de câmbio locais ou levantar diretamente nos multibancos. No entanto, para maior praticidade, é recomendável levar alguns dólares consigo à chegada e se necessário, levantar mais localmente.
Para viagens em regime de Tudo Incluído como é comum nos resorts dominicanos a maioria das despesas fica coberta, incluindo refeições, bebidas, snacks, atividades, transporte dentro do resort e em alguns casos espetáculos noturnos. Por isso os gastos adicionais tendem a ser reduzidos e limitam-se sobretudo a lembranças, gorjetas ou uma excursão extra.
As excursões organizadas fora do resort (como visitas a ilhas, cenotes ou passeios culturais) são geralmente vendidas à parte e podem ter preços elevados, especialmente se contratadas diretamente com operadores turísticos internacionais. Muitas vezes, é possível encontrar os mesmos passeios a preços mais baixos com operadores locais, desde que sejam de confiança.
Gorjetas não são obrigatórias, mas são esperadas em muitos serviços, como nos bares, restaurantes ou para quem presta apoio no resort. Um pequeno valor (1 a 2 dólares) pode fazer a diferença no serviço prestado e é bastante valorizado localmente.
Para quem viaja em regime de Tudo Incluído para resorts na zona de Punta Cana, como foi o nosso caso, a logística de transporte costuma estar incluída no pacote. O transfer entre o aeroporto e o hotel é geralmente assegurado pela operadora de viagens e está perfeitamente organizado à chegada, com balcões ou representantes à espera dos viajantes. É uma opção prática, confortável e segura.
Dentro dos resorts, a deslocação faz-se muitas vezes através de pequenos comboios ou carrinhos elétricos que facilitam a circulação entre os diferentes blocos, restaurantes, piscinas e zonas de praia.
Para explorar fora do resort, há várias opções. A mais comum é a reserva de excursões organizadas, que incluem transporte desde o hotel, guia e entradas nos locais visitados. Estas excursões costumam ser vendidas tanto pelas operadoras associadas ao pacote de viagem como por empresas locais com boas avaliações online. Assegure-se de que contrata serviços fiáveis, especialmente se sair da zona turística.
Também é possível usar táxis, mas convém negociar o preço antecipadamente ou confirmar se existe tabela de preços fixos. Aplicações como a Uber operam em algumas cidades da República Dominicana (como Santo Domingo), mas em Punta Cana o serviço é ainda limitado e por vezes, pouco funcional.
Alugar carro não é habitual para quem se hospeda num resort e pretende apenas fazer alguns passeios, mas pode ser uma opção válida para quem quiser explorar o país por conta própria. Tenha em atenção que o trânsito pode ser caótico nas grandes cidades e que a condução pode não ser tão organizada como na Europa.
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