Cabo Verde é um arquipélago composto por dez ilhas vulcânicas situado ao largo da costa ocidental africana, no meio do Atlântico. O país combina paisagens áridas e montanhosas com praias paradisíacas de areia branca e mar azul-turquesa, sendo um destino de eleição para quem procura relaxar, apanhar sol e desfrutar de um ritmo de vida mais calmo.
Apesar de ser um país pequeno, cada ilha tem a sua identidade. A Ilha do Sal e Boa Vista são as mais procuradas pelos turistas, especialmente por quem viaja em regime tudo incluído e procura praias extensas, resorts confortáveis e uma boa dose de descanso. Já a Ilha de Santiago, onde se encontra a capital — a cidade da Praia — oferece uma combinação de natureza, cultura e história, sendo o centro político e económico do país. São Vicente, por sua vez, destaca-se pela vida cultural animada e pela cidade do Mindelo, berço de grandes nomes da música cabo-verdiana como Cesária Évora.
Cabo Verde foi colonizado por Portugal e tornou-se independente em 1975. A herança lusófona continua muito presente: fala-se português e crioulo cabo-verdiano, ouvem-se mornas e coladeiras e o povo tem uma simpatia calorosa que conquista quem visita. A gastronomia simples e saborosa, reflete esta mistura de influências, com destaque para o peixe fresco, a cachupa e a famosa aguardente local, o grogue.
É um destino que mistura descanso com autenticidade. Mesmo nos locais mais turísticos, continua a ser possível sentir a essência cabo-verdiana com o seu “no stress”, os ritmos da música tradicional e a boa disposição que parece fazer parte do ADN local.
Para entrar em Cabo Verde, os cidadãos portugueses não precisam de visto para estadias até 30 dias, mas é obrigatório fazer um pré-registo online antes da viagem.
Esse pré-registo deve ser feito no site oficial ease.gov.cv, com pelo menos 5 dias de antecedência e tem um custo associado de aproximadamente 31€ (inclui a Taxa de Segurança Aeroportuária e despesas administrativas).
O passaporte deve ter uma validade mínima de 6 meses à data de entrada no país. À chegada, poderá ser solicitado o comprovativo da reserva do alojamento e do voo de regresso, bem como meios financeiros suficientes para cobrir a estadia.
Se a estadia ultrapassar os 30 dias, será necessário solicitar uma extensão junto das autoridades de imigração cabo-verdianas. Para períodos mais longos ou outros fins de visita (como trabalho ou estudo) deve ser solicitado um visto apropriado junto da Embaixada de Cabo Verde em Lisboa.
Cabo Verde é um destino bem servido a partir de Portugal, com voos diretos operados por várias companhias para diferentes ilhas do arquipélago. Os principais aeroportos de entrada são o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral (na Ilha do Sal) e o Aeroporto Internacional Nelson Mandela (na Praia, Ilha de Santiago).
De Lisboa, existem voos diretos regulares para o Sal, Santiago, São Vicente e Boa Vista sendo as ligações mais frequentes operadas pela TACV Cabo Verde Airlines, TUI (principalmente em pacotes turísticos) e TAP Air Portugal.
Os tempos de voo a partir de Lisboa rondam as 4 horas, consoante o destino final. A partir do Porto, não existem atualmente voos diretos regulares, sendo necessário fazer escala em Lisboa ou Madrid.
Se estiver a viajar com um pacote de férias (com tudo incluído), como os oferecidos por agências como a Soltour, é comum o voo estar incluído com partida de Lisboa ou Porto e chegada às ilhas do Sal ou Boa Vista, os destinos mais populares para este tipo de viagem.
Cabo Verde é, de um modo geral, um país seguro para turistas. Nas zonas mais turísticas como a Ilha do Sal e a Boa Vista, o ambiente é tranquilo e o turismo é uma das principais fontes de rendimento, o que faz com que tanto a população local como as autoridades estejam habituadas a receber visitantes de forma acolhedora.
Tal como em qualquer destino, convém manter os cuidados habituais, sobretudo em zonas menos movimentadas ou fora dos circuitos turísticos. Pequenos furtos como o roubo de telemóveis ou carteiras, podem acontecer especialmente nas cidades maiores ou em zonas com mais movimento. Evitar ostentar objetos de valor e estar atento aos pertences pessoais é sempre boa prática.
À noite, recomenda-se algum cuidado extra sobretudo se sair fora da zona do resort ou se estiver em cidades como a Praia ou o Mindelo, onde apesar de seguras, há relatos ocasionais de pequenos incidentes.
A polícia turística tem presença regular nas zonas mais visitadas e em caso de necessidade é possível pedir ajuda facilmente. O número nacional de emergência em Cabo Verde é o 132.
Cabo Verde dispõe de cuidados de saúde básicos nas principais ilhas, com hospitais e centros de saúde públicos sobretudo nas cidades maiores como Praia (Santiago), Mindelo (São Vicente) e Espargos (Sal). No entanto, os recursos médicos podem ser limitados em termos de especialidades ou equipamentos especialmente fora dos centros urbanos.
Não existe acordo com o sistema nacional de saúde português, pelo que os cidadãos portugueses devem viajar com um seguro de saúde adequado, que cubra eventuais consultas, hospitalizações ou evacuação médica. Usamos normalmente a IATI Seguros, que permite selecionar coberturas específicas para cada destino.
Não são exigidas vacinas obrigatórias para entrada no país mas é recomendado manter o boletim de vacinas atualizado, sobretudo em relação à hepatite A e tétano. Para estadias mais prolongadas ou viagens às ilhas menos desenvolvidas, pode ser aconselhável consultar a Consulta do Viajante antes da partida.
A água da rede pública não deve ser consumida diretamente. É preferível optar por água engarrafada, tanto para beber como para lavar frutas ou escovar os dentes. A maioria dos alojamentos fornece água engarrafada ou tem indicações claras sobre o uso da água da torneira.
Em Cabo Verde, a eletricidade funciona com uma tensão de 230V e frequência de 50Hz, exatamente como em Portugal. Isto significa que não é necessário qualquer transformador ou adaptador de corrente para utilizar os seus aparelhos elétricos.
As tomadas mais comuns no país são do tipo C e tipo F, ambas compatíveis com as fichas portuguesas:
Na prática, qualquer dispositivo elétrico português pode ser usado em Cabo Verde sem necessidade de adaptador.
Em Cabo Verde, os cidadãos portugueses não beneficiam de roaming gratuito, uma vez que o país não pertence à União Europeia nem está abrangido por acordos de “Roam Like at Home”. Usar o tarifário nacional pode implicar custos elevados, especialmente para dados móveis.
Para garantir ligação à internet e evitar surpresas na fatura, o mais recomendável é optar por uma destas alternativas:
Cabo Verde tem um clima tropical seco, com temperaturas amenas e agradáveis ao longo de quase todo o ano. As temperaturas médias oscilam entre os 22°C e os 30°C, com pouca variação entre as estações. A água do mar mantém-se geralmente acima dos 23°C, o que torna o destino apelativo para quem procura praia e sol em qualquer altura.
O arquipélago divide-se em duas estações principais: a época seca, que vai de novembro a junho e a época das chuvas, entre julho e outubro. Ainda assim, mesmo durante a chamada estação chuvosa, as precipitações são raras e normalmente de curta duração. É frequente passar vários dias seguidos sem qualquer chuva.
O vento é uma constante em várias ilhas, especialmente na do Sal e na Boa Vista, o que atrai praticantes de windsurf e kitesurf. De dezembro a março, os ventos alísios podem ser mais intensos, criando uma sensação térmica ligeiramente mais baixa, mas ainda assim agradável.
Durante o inverno europeu (dezembro a fevereiro), Cabo Verde continua a ser um refúgio solarengo, com temperaturas que raramente descem abaixo dos 20°C, mesmo à noite. Já nos meses de verão, o calor é mais intenso, mas sem atingir valores extremos como noutros destinos tropicais.
A gastronomia cabo-verdiana é simples mas saborosa e reflete bem a mistura de influências africanas e portuguesas. A base da alimentação está nos produtos locais, com destaque para o peixe fresco, o milho, a mandioca e o feijão.
O prato nacional é a cachupa, um guisado consistente feito com milho, feijão, legumes e consoante a versão, carne ou peixe. A cachupa rica leva normalmente carne de porco, linguiça, frango ou atum, enquanto a versão mais simples é uma opção vegetariana bastante nutritiva.
O peixe é presença quase obrigatória à mesa, especialmente o atum, a garoupa e o peixe-espada. Em muitos restaurantes e hotéis é servido grelhado, acompanhado de arroz, batata-doce ou legumes. Outra iguaria típica é o búzio (um tipo de marisco) e o percebes, muito apreciados em zonas costeiras.
Nos resorts, a maioria das refeições está incluída e há normalmente grande variedade de opções — desde comida internacional a noites temáticas com pratos tradicionais cabo-verdianos. Fora dos hotéis, é possível encontrar pequenos restaurantes locais onde se pode experimentar a verdadeira cozinha da ilha a preços acessíveis.
Quanto a bebidas, a Strela é a cerveja local e bastante popular. E não se pode falar de Cabo Verde sem referir a grogue — uma aguardente de cana-de-açúcar muito típica — ou a ponche, uma bebida mais doce e suave feita com frutas.
A moeda oficial de Cabo Verde é o escudo cabo-verdiano (CVE). Embora não pertença à zona euro, existe uma taxa de câmbio fixa com o euro, o que facilita bastante os cálculos: 1 EUR equivale a cerca de 110,265 CVE. Pode consultar a taxa de câmbio atualizada aqui.
Os cartões bancários são aceites em muitos hotéis, restaurantes e lojas turísticas, especialmente nas ilhas mais visitadas como Sal e Boa Vista. No entanto, em pequenas localidades e mercados locais, o pagamento é geralmente feito em numerário. Existem caixas multibanco nas principais cidades e zonas turísticas, mas convém ter algum dinheiro em espécie, sobretudo para pequenas compras ou transportes locais.
Comparado com Portugal, Cabo Verde tem preços relativamente acessíveis. Refeições simples podem custar entre 5 a 10€, enquanto jantares em restaurantes turísticos rondam os 15 a 20€. Produtos importados ou serviços em resorts podem, no entanto, ter preços semelhantes aos da Europa.
Para evitar comissões elevadas ou câmbio desfavorável, utilizamos o Revolut para pagamentos no estrangeiro. É uma solução prática que permite pagar com boas taxas de conversão e levantar dinheiro local quando necessário.
Deslocar-se dentro de Cabo Verde depende bastante da ilha em que se encontra, uma vez que o país é composto por dez ilhas principais, algumas bastante distantes entre si. Não existe uma rede ferroviária nem autoestradas, por isso as opções limitam-se ao transporte rodoviário, marítimo e aéreo.
Para viajar entre ilhas, as duas opções disponíveis são o avião ou o barco. O avião é o meio mais rápido e confortável, sendo a Bestfly a companhia aérea responsável pela maioria dos voos domésticos. As ligações entre ilhas não são diárias em todos os casos, por isso convém planear com antecedência.
O transporte marítimo existe, mas os horários são irregulares e podem ser afetados pelas condições do mar. É geralmente mais utilizado por locais e para transporte de mercadorias, não sendo a opção mais prática para turistas que pretendem uma viagem curta e eficiente.
Nas zonas urbanas ou turísticas, como na Ilha do Sal, é fácil encontrar táxis. Os preços nem sempre são tabelados, por isso convém perguntar o valor antes da viagem ou tentar negociar. Em alguns casos é possível acordar um valor para o dia inteiro, sobretudo para quem pretende fazer visitas guiadas ou explorar vários pontos da ilha.
Outra opção são os chamados “aluguers” — carrinhas ou pickups adaptadas para transporte coletivo, muito usadas pelos locais. Não têm horários fixos, mas são baratos e dão uma boa perspetiva da vida quotidiana cabo-verdiana. São ideais para viagens curtas entre localidades próximas.
Se preferir total liberdade, é possível alugar carro em algumas ilhas, como Sal ou Santiago. No entanto, fora das zonas urbanas, muitas estradas são de terra batida e nem sempre estão bem sinalizadas. A carta de condução portuguesa é válida em Cabo Verde.
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