A Jordânia, situada no Médio Oriente, faz fronteira com a Arábia Saudita, Iraque, Síria, Israel e Palestina, sendo banhada pelo Mar Vermelho a sul. Conhecida pelo seu enorme deserto, sítios arqueológicos impressionantes e hospitalidade genuína, a Jordânia combina história e paisagens naturais de uma forma única.
A capital, Amã, é uma cidade vibrante onde o antigo e o moderno se misturam, com ruínas romanas, souks (mercados típicos do Médio Oriente) movimentados e uma vida urbana animada. Já o Mar Morto, o ponto mais baixo da Terra, atrai visitantes pelo seu alto teor de sal, que permite flutuar sem esforço.
A história do país é marcada por civilizações antigas, desde os nabateus, que construíram a icónica cidade de Petra, aos romanos, bizantinos e omíadas, que deixaram a sua marca em locais como Jerash e a Cidadela de Amã. O deserto de Wadi Rum, com as suas formações rochosas imponentes e tons avermelhados, inspirou exploradores e cineastas, sendo um dos destinos mais emblemáticos do país.
Os principais pontos de interesse incluem Petra, uma das 7 Maravilhas do Mundo, o Mar Morto, Jerash e as suas ruínas romanas, Wadi Rum, onde é possível passar a noite em tendas beduínas sob um céu estrelado, e Aqaba, a única cidade costeira da Jordânia.
Com uma cultura rica, influenciada pelas tradições beduínas, uma gastronomia saborosa e um povo acolhedor, a Jordânia é um destino fascinante para quem procura aventura, história e paisagens inesquecíveis.
Para entrar na Jordânia, os cidadãos portugueses necessitam de passaporte com validade mínima de 6 meses. É também necessário obter um visto de entrada, cujo custo normal é de 40 dinares jordanos (JOD), a pagar à chegada ao aeroporto.
No entanto, uma alternativa mais prática e económica é adquirir o Jordan Pass, que inclui o visto e permite a entrada em mais de 40 atrações turísticas do país, incluindo Petra, Jerash, Wadi Rum, entre outras.
O Jordan Pass é um passe turístico oficial criado pelo Ministério do Turismo da Jordânia para facilitar e incentivar a visita a vários locais históricos e culturais. Ao comprar o passe, evita-se o pagamento do visto à chegada, desde que se permaneça no país por, pelo menos, três noites.
O valor do passe varia consoante o número de dias que pretende visitar Petra:
No nosso caso, optámos pela versão de 1 dia, que foi suficiente para visitar o local com calma. A compra é feita online e, após o pagamento, o passe é enviado por email em formato PDF.
Basta apresentar o Jordan Pass juntamente com o passaporte à chegada ao aeroporto e nos locais em que a entrada está incluída — não é necessário fazer qualquer outro procedimento prévio para o visto.
Para mais informações ou para adquirir o Jordan Pass, pode visitar o site oficial aqui.
Não existem voos diretos de Portugal para a Jordânia, pelo que é necessário fazer pelo menos uma escala. O país tem dois aeroportos internacionais: o Queen Alia International Airport, nos arredores da capital Amã, e o King Hussein International Airport, em Aqaba, no sul do país.
São várias as companhias aéreas que operam voos para a Jordânia, incluindo opções low cost como a Wizzair, bem como companhias tradicionais como a Turkish Airlines, Lufthansa ou Egyptair. A escolha do voo depende do aeroporto de origem, da época do ano e do orçamento disponível.
Na nossa viagem, fizemos o seguinte percurso:
Se estiver a planear visitar o sul do país e não quiser perder tempo com deslocações longas dentro da Jordânia, considere procurar voos com destino a Aqaba, sobretudo se tiver em mente explorar o Wadi Rum ou passar uns dias à beira-mar.
A Jordânia é, de forma geral, um dos países mais seguros do Médio Oriente para turistas. Apesar da sua localização entre países marcados por conflitos, como a Síria, o Iraque e Israel/Palestina, o país mantém estabilidade política e um forte controlo interno que garante um ambiente tranquilo para quem o visita.
Durante a nossa viagem, nunca nos sentimos inseguros — andámos sozinhos tanto de dia como à noite, com máquina fotográfica e telemóveis à vista. Visitámos mercados, zonas mais movimentadas e ruas menos iluminadas sem qualquer problema. Na verdade, em muitos momentos até nos sentimos mais descontraídos do que em várias cidades europeias no que toca a precauções com mochilas ou carteiras.
Tal como em qualquer destino turístico, é importante manter o bom senso: guardar os objetos de valor com alguma discrição, evitar mostrar grandes quantias de dinheiro e não deixar pertences desacompanhados. Nas zonas mais turísticas como Petra ou o centro de Amã, pode haver tentativas pontuais de venda insistente ou preços inflacionados para turistas, mas raramente se traduzem em situações de risco real.
As autoridades são visíveis em locais estratégicos e o país investe bastante na proteção dos visitantes. A hospitalidade do povo jordaniano é também um dos pontos altos da viagem — frequentemente fomos abordados apenas para nos darem as boas-vindas ou ajudarem com indicações.
O número nacional de emergência na Jordânia é o 911, que cobre situações de polícia, ambulância ou bombeiros.
A Jordânia tem um sistema de saúde razoavelmente desenvolvido nas principais cidades como Amã e Aqaba, com hospitais públicos e privados que prestam cuidados adequados. No entanto, nas zonas mais remotas, os serviços médicos podem ser mais limitados, por isso é importante viajar preparado.
Os cidadãos portugueses não têm acesso gratuito aos cuidados de saúde na Jordânia, por isso é essencial contratar um seguro de viagem que cubra assistência médica, hospitalização e repatriamento. Em todas as nossas viagens usamos a IATI Seguros, que além de oferecer cobertura completa, inclui um desconto para os leitores do blog.
É recomendável visitar o seu médico de família ou consulta do viajante com alguma antecedência antes da viagem. A maioria das vacinas de rotina são suficientes, mas pode ser aconselhada a vacina contra a hepatite A ou tétano, dependendo do tipo de viagem planeada.
Leve também um estojo de primeiros socorros com medicamentos básicos como analgésicos, antidiarreicos, repelente de insetos, desinfetante e pensos rápidos — principalmente se planeia visitar o deserto ou zonas rurais.
Na Jordânia, a eletricidade funciona a 230V e 50Hz, tal como em Portugal, o que significa que os aparelhos elétricos portugueses podem ser usados sem necessidade de transformadores.
As tomadas mais comuns são do tipo C e do tipo J, frequentemente encontradas lado a lado nos alojamentos.
Durante a nossa estadia, nunca foi necessário usar adaptadores — todas as fichas portuguesas funcionaram sem problemas, mesmo nos alojamentos mais simples.
Na Jordânia, os cidadãos portugueses não beneficiam de roaming gratuito como dentro da União Europeia, pelo que é necessário encontrar alternativas para se manter ligado durante a viagem.
Uma das opções mais práticas é adquirir um eSIM de dados internacionais antes da partida. Nós optámos por um plano da Holafly, com dados ilimitados durante 7 dias, por 27€, e a experiência foi positiva: a cobertura foi estável em todo o país, desde Amã até Wadi Rum.
A ativação foi simples — recebemos o QR code por email e bastou digitalizá-lo para ficar automaticamente com acesso à internet, sem precisar de trocar o cartão físico. Esta solução é ideal para quem quer chegar ao destino já com ligação garantida, evitando procurar lojas locais ou lidar com configurações complicadas.
Também é possível comprar um cartão SIM local ao chegar, sendo as principais operadoras a Zain, a Orange e a Umniah. Encontram-se facilmente nos aeroportos, centros comerciais ou pequenas lojas. Estes planos costumam incluir dados, chamadas e SMS a preços acessíveis.
A Jordânia tem um clima desértico, marcado por verões muito quentes e invernos frios, com grandes variações de temperatura entre o dia e a noite — especialmente nas regiões interiores como Petra e Wadi Rum.
Durante o verão (junho a agosto), as temperaturas podem ultrapassar facilmente os 40°C nas zonas desérticas, tornando indispensável o uso de roupas leves, chapéu e protetor solar. Ainda assim, as noites podem ser surpreendentemente frescas, por isso convém levar também um agasalho.
O inverno (dezembro a fevereiro) pode trazer temperaturas bastante baixas, sobretudo nas áreas mais elevadas, como Amã ou Petra, onde é possível ocorrer geada ou até mesmo neve. O tempo pode ser instável, e a chuva também é mais comum nesta altura.
As estações ideais para visitar a Jordânia são a primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro), quando as temperaturas rondam os 20°C a 25°C — ideais para explorar ruínas antigas, caminhar pelo deserto ou visitar o Mar Morto sem os extremos do verão ou o frio do inverno.
Como o clima pode variar bastante ao longo do dia e entre regiões, é essencial preparar a mala com isso em mente.
A gastronomia jordaniana é uma celebração de sabores intensos e tradições milenares, com influências beduínas, mediterrâneas e do Médio Oriente. É comum partilhar pratos ao centro da mesa, promovendo um ambiente de convívio e hospitalidade — traço marcante da cultura local.
Durante a nossa estadia, procurámos sempre experimentar pratos típicos, que nos deram um verdadeiro sabor da Jordânia. Desde o tradicional mansaf — prato nacional feito com carne de borrego cozinhada em iogurte seco fermentado (jameed) e servido sobre arroz — ao popular maqluba, uma espécie de “arroz virado” com carne e legumes, a diversidade surpreendeu-nos.
Também não faltam opções vegetarianas, como o falafel, o hummus (puré de grão com tahini) ou a mutabbal (pasta de beringela), muitas vezes acompanhados por pão pita ainda quente.
As refeições na Jordânia são ricas em especiarias mas, na maioria das vezes, pouco picantes — o foco está no sabor, não na intensidade. O zatar (mistura de tomilho, sésamo e sumagre) está presente em muitos pratos e pequenos-almoços.
Nas zonas turísticas e nos hotéis é fácil encontrar menus adaptados, mas recomendamos vivamente que experimente os sabores locais. Comer num restaurante tradicional ou num acampamento beduíno em Wadi Rum é uma experiência cultural imperdível.
Escrevemos um post dedicado exclusivamente à gastronomia da Jordânia, onde partilhamos os pratos que experimentámos e os nossos preferidos.
A moeda oficial da Jordânia é o dinar jordaniano (JOD). O câmbio varia, por isso é aconselhável verificar a taxa antes da viagem. Pode consultar a taxa de câmbio atualizada aqui.
Durante a nossa viagem, utilizámos principalmente o cartão Revolut para pagamentos, o que funcionou bem na maioria dos locais. Ainda assim, recomendamos levar algum dinheiro em espécie, especialmente se planeia visitar zonas menos turísticas ou remotas, onde nem sempre há terminais de pagamento ou sinal de rede para operações com cartão.
Logo à chegada, levantámos dinheiro no Jordan Kuwait Bank em Madaba, pois sabíamos que alguns alojamentos exigiam pagamento em numerário. Mais tarde, voltámos a levantar no Arab Jordan Bank em Aqaba. Em geral, os bancos nas principais cidades funcionam bem, mas é importante planear, porque nem todos os multibancos estão operacionais a toda a hora.
De forma geral, a Jordânia é um país com custos acessíveis para os padrões europeus. Os preços das estadias, refeições e transportes são equilibrados, especialmente fora das zonas muito turísticas.
A forma mais prática e flexível de explorar a Jordânia é alugar um carro, especialmente para quem pretende visitar Petra, Wadi Rum, o Mar Morto ou as zonas mais remotas. Optámos por alugar através da Rentalcars.com, com a empresa Budget, e o processo de levantamento do carro no aeroporto foi rápido e sem complicações.
De forma geral, as estradas estão em bom estado, mas é importante ter atenção às inúmeras lombas, muitas vezes mal sinalizadas e que surgem de forma inesperada. A condução não é particularmente agressiva, mas convém manter-se sempre atento ao trânsito local.
É comum encontrar postos de controlo da polícia nas estradas. Durante a nossa viagem, fomos mandados parar várias vezes, mas sempre com cordialidade. Ao perceberem que éramos estrangeiros, pediam apenas o passaporte, por vezes perguntavam de onde vínhamos, e quase sempre terminavam com um simpático “Welcome to Jordan”.
Sobre a carta de condução, há alguma informação contraditória. De acordo com o site da IATI Seguros, é necessária uma carta de condução internacional. Embora tenhamos lido vários relatos de viajantes que usaram apenas a carta portuguesa sem problemas, preferimos não arriscar. Solicitámos a carta internacional no ACP, que custou 30€ e tem validade de um ano. Durante toda a viagem, nunca nos foi pedida, mas serviu como precaução.
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