A Islândia é uma ilha vulcânica situada no norte do Oceano Atlântico, entre a Europa e a Gronelândia e é conhecida pelas paisagens naturais dramáticas e intocadas. Com cerca de 370 mil habitantes, é um dos países menos populosos da Europa, mas também um dos mais fascinantes.
O território islandês é moldado por forças geológicas ativas... Vulcões, glaciares, campos de lava, fontes termais e géiseres fazem parte da paisagem. A natureza é o grande atrativo do país, com cenários que parecem saídos de outro planeta e uma sensação constante de vastidão e silêncio.
Entre os principais pontos de interesse destacam-se por exemplo a Blue Lagoon, as cascatas Gullfoss, Skógafoss, Seljalandsfoss e Goðafoss, a praia de areia preta de Reynisfjara, a Diamond Beach junto à lagoa glaciar Jökulsárlón, a montanha Kirkjufell ou o géiser Strokkur. No inverno, um dos grandes destaques são as auroras boreais, visíveis longe das luzes das cidades.
Reykjavík, a capital, é uma cidade pequena e moderna, com uma atmosfera criativa e é o ponto de partida da maioria das viagens, incluindo a famosa estrada Ring Road que dá a volta à ilha.
A Islândia é segura, limpa e organizada e aposta fortemente na sustentabilidade e no aproveitamento das suas fontes naturais de energia. Com um povo acolhedor e muito ligado à natureza é o destino ideal para quem procura aventura, contacto com a terra e experiências únicas como caminhar sobre glaciares, explorar cavernas de gelo ou tomar banho em piscinas geotérmicas ao ar livre.
A Islândia faz parte do espaço Schengen, embora não pertença à União Europeia. Para os cidadãos portugueses, a entrada no país é simples e não requer visto.
Basta apresentar um documento de identificação válido, Cartão de Cidadão ou Passaporte e é possível permanecer no país até 90 dias num período de 180 dias, sem necessidade de qualquer formalidade adicional.
Se a viagem incluir escalas fora do espaço Schengen (por exemplo, no Reino Unido), poderá ser necessário apresentar o passaporte, mesmo que o destino final seja a Islândia. Recomenda-se, por isso, verificar os requisitos de todos os países de trânsito.
A forma mais comum e prática de chegar à Islândia a partir de Portugal é de avião. O principal aeroporto do país é o Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF), localizado a cerca de 50 km de Reykjavík e que recebe praticamente todos os voos internacionais.
Atualmente não existem voos diretos entre Portugal e a Islândia. É possível encontrar ligações com uma única paragem em cidades como Londres, Paris, Frankfurt, Amesterdão ou Copenhaga, com companhias como a Icelandair, British Airways, Lufthansa, Transavia, SAS ou KLM.
O tempo de voo total, incluindo escala, varia normalmente entre 6 e 9 horas, dependendo do tempo de ligação. O aeroporto de Keflavík é moderno, eficiente e bem sinalizado, com transferes fáceis para Reykjavík através de autocarros, táxis ou shuttles privados.
A Islândia é considerada um dos países mais seguros do mundo. A taxa de criminalidade é extremamente baixa e os habitantes são, em geral, educados, prestáveis e habituados a receber turistas. É perfeitamente seguro caminhar sozinho pelas cidades ou percorrer as estradas do país, mesmo à noite.
Ainda assim, os cuidados básicos que se aplicam a qualquer viagem devem manter-se. Não deixar objetos de valor à vista no carro, guardar os pertences com atenção em locais movimentados e seguir as regras locais.
O maior risco na Islândia vem da natureza e do clima. O tempo muda de forma repentina e extrema, são comuns ventos muito fortes que podem dificultar a condução ou até arrancar portas de carros, tempestades de neve que reduzem drasticamente a visibilidade e nevoeiros cerrados que tornam perigosa a circulação em zonas remotas. As estradas podem fechar temporariamente e a força da água e das ondas em certas zonas costeiras é imprevisível.
O número europeu de emergência 112 funciona na Islândia para todas as situações de urgência, incluindo salvamento em zonas remotas.
A Islândia tem um sistema de saúde público eficiente e de elevada qualidade. Para cidadãos portugueses, o acesso aos cuidados médicos está garantido através do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), que permite usufruir dos serviços públicos de saúde nas mesmas condições que os residentes islandeses.
O CESD é gratuito e pode ser pedido no site da Segurança Social, no portal SNS24 ou presencialmente. Para mais informações ou para solicitar o cartão: https://www.seg-social.pt/pedido-cartao-europeu-seguro-doenca
Caso necessite de cuidados médicos durante a viagem, pode dirigir-se a uma clínica de saúde local (“heilsugæsla”) ou, em situações mais graves, a um hospital. Em emergências, o número europeu 112 está disponível e ativa os serviços médicos, bombeiros ou polícia.
Na Islândia, a eletricidade é de 230V e 50Hz, tal como em Portugal, o que significa que não é necessário qualquer adaptador ou transformador para utilizar aparelhos elétricos portugueses.
As tomadas são do tipo C e tipo F, ambas compatíveis com as fichas usadas em Portugal:
Na prática, qualquer dispositivo elétrico português pode ser usado na Islândia sem necessidade de adaptador.
A Islândia faz parte do Espaço Económico Europeu, o que significa que os cidadãos portugueses podem utilizar o seu tarifário nacional de chamadas, SMS e dados móveis sem custos adicionais, desde que respeitem a Política de Utilização Responsável (PUR) imposta pelas operadoras.
Esta política define limites razoáveis de consumo em roaming que variam consoante o plano contratado. Para estadias curtas e uso moderado de dados (navegação, mapas, redes sociais), é raro existirem restrições.
Para quem prefere ter maior controlo ou vai permanecer mais tempo no país, existem alternativas:
A Islândia tem um clima subártico e bastante instável, com variações bruscas mesmo no espaço de poucas horas. De forma geral, os invernos são longos, escuros e frios (com temperaturas que variam entre -1°C e -10°C), enquanto os verões são curtos e frescos, com máximas entre os 10°C e os 15°C, embora haja dias de sol agradáveis.
A melhor altura para visitar a Islândia depende muito do tipo de experiência pretendida. No verão (junho a agosto), os dias são extremamente longos, o sol praticamente não se põe e há melhores condições para explorar todo o país, incluindo as F-roads do interior. Esta é a época ideal para fazer trilhos, acampar ou percorrer a famosa Ring Road com tranquilidade.
Já no inverno (novembro a março), os dias são muito curtos e frios, mas é a altura certa para quem procura ver a aurora boreal, visitar cavernas de gelo ou experimentar atividades como motos de neve e caminhadas em glaciares. Nesta altura, as estradas podem estar fechadas ou cobertas de neve e gelo, exigindo mais cuidado (e pneus apropriados).
A primavera e o início do outono são boas alternativas para quem quer evitar os extremos do verão e do inverno. Abril, maio, setembro e início de outubro podem oferecer um bom equilíbrio entre condições meteorológicas, preços e número de turistas.
Independentemente da altura do ano, o vento pode ser muito forte e a chuva (ou neve) pode surgir a qualquer momento, daí o famoso ditado local: “Se não gosta do tempo, espere 5 minutos.”
A gastronomia islandesa tem como base o peixe, o marisco e os produtos lácteos, adaptando-se às condições naturais e ao clima do país. Embora nem todos os pratos tradicionais sejam consensuais entre os visitantes, há várias opções interessantes a experimentar e muitas outras a evitar, dependendo do gosto de cada um.
O prato nacional é o lamb kjöt, carne de borrego grelhada ou guisada, muitas vezes servida com batatas e molho espesso. Também é comum encontrar peixe seco (harðfiskur), sopa de carne (kjötsúpa), truta fumada, bacalhau, arenque marinado e até o famoso tubarão fermentado (hákarl), um dos sabores mais controversos da Islândia. O seu cheiro é forte e o sabor ainda mais intenso, para muitos é apenas uma experiência cultural a fazer uma vez na vida. Na nossa opinião, também se encaixa nessa categoria. Experimentámos, não repetimos.
Nos supermercados e nas cidades maiores também é fácil encontrar pratos internacionais, hambúrgueres e pizzas. Em Reiquiavique há restaurantes para todos os gostos e orçamentos, embora comer fora possa ser caro. Em zonas mais remotas, as opções são bastante limitadas, por isso convém planear bem as refeições, sobretudo se estiver a fazer um roadtrip.
Nas estradas, há pequenas lojas de conveniência junto aos postos de combustível que vendem refeições rápidas, snacks e bebidas. Também é comum ver carrinhas de hot dogs (pylsur), sendo este um dos snacks mais populares do país.
A Islândia é conhecida por ser um destino caro, algo que deve ser considerado ao planear a viagem. O custo de vida no país é elevado, com preços significativamente superiores aos praticados em Portugal, especialmente na alimentação, alojamento e transporte.
A moeda oficial da Islândia é a coroa islandesa (ISK). Apesar disso, é raro precisar de dinheiro físico, já que os pagamentos eletrónicos estão completamente generalizados.
Comer fora, por exemplo, pode pesar bastante no orçamento, uma refeição simples num restaurante pode custar entre 20 e 30€, enquanto uma refeição mais completa ultrapassa facilmente os 40€. O alojamento também é dispendioso, sobretudo em zonas mais turísticas ou em épocas de maior procura. No entanto, existem alternativas como guesthouses, alojamentos locais ou campismo (no verão), que ajudam a reduzir os gastos.
Apesar dos custos elevados, muitos dos pontos turísticos mais emblemáticos como cascatas, praias vulcânicas ou campos de lava são de acesso gratuito, o que equilibra um pouco a balança.
Cartões bancários são aceites em praticamente todos os locais, incluindo supermercados, restaurantes, parques de campismo, atrações turísticas e até casas de banho públicas. Quando visitámos a Islândia, nunca chegámos sequer a ver a moeda local. Pagámos absolutamente tudo com cartão, sem qualquer problema.
A Islândia não tem rede ferroviária e os transportes públicos são bastante limitados fora da capital. Por isso, a forma mais comum e prática de explorar o país é de carro, seja através de um aluguer local ou num pacote de viagem com transporte incluído.
A estrada circular Ring Road (Rota 1) percorre toda a ilha e liga os principais pontos turísticos, o que facilita bastante a navegação. A maioria das estradas principais está em boas condições, mas há troços que podem ser desafiantes, especialmente no inverno ou em zonas montanhosas. No interior do país (nas chamadas F-roads), o acesso é restrito a veículos 4x4 e estas estradas só abrem durante o verão.
Uma alternativa prática, especialmente no verão, é alugar uma motorhome ou caravana. Além de ser uma forma flexível de viajar, permite poupar em alojamento, uma vez que é possível pernoitar em parques de campismo equipados por todo o país.
É fácil alugar carro ou caravana no Aeroporto Internacional de Keflavík, o principal ponto de entrada para quem chega de Portugal. A carta de condução portuguesa é válida na Islândia e a condução faz-se do lado direito da estrada. É importante seguir rigorosamente os limites de velocidade e estar atento às condições climatéricas antes de sair. Neve, gelo, vento forte ou nevoeiro podem mudar os planos rapidamente.
Há também autocarros entre algumas cidades e vilas, operados pela rede Strætó, mas a cobertura é reduzida fora das zonas urbanas e os horários pouco frequentes. Durante o verão, algumas empresas operam linhas de autocarros turísticos para os principais pontos do sul da ilha ou para trilhos de trekking como o Laugavegur.
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