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A Islândia
O sonho de visitar a Islândia já vinha de longe, mas, por uma razão ou outra, fomos adiando. Chegámos até a trocar esta aventura por uma viagem à Noruega. No entanto, depois de explorarmos as terras nórdicas, decidimos: que era agora ou nunca! A Islândia, a famosa Terra do Fogo e do Gelo, não podia esperar mais.
Com as suas paisagens impressionantes que combinam vulcões, cascatas de tirar o fôlego, fumarolas fumegantes, glaciares imponentes e géiseres explosivos, percebemos que esta alcunha não é exagero. É mesmo um país de extremos e beleza pura.
Tal como fizemos na Noruega, optámos por alugar uma autocaravana para aproveitar ao máximo a autonomia e liberdade que proporciona. A ideia era dar a volta à ilha seguindo o sentido dos ponteiros do relógio, deixando a capital, Reiquejavique, para o final – mas vamos por partes, não queremos correr antes de começar.
A nossa aventura começou em Lisboa, embarcando com a British Airways rumo à Islândia, com uma breve escala em Londres. Estávamos prontos para explorar cada canto deste país único!
Dia 1 – Chegada e Kirkjufell
Assim que aterrámos no aeroporto de Keflavik (o principal aeroporto de Reiquejavique), a nossa primeira paragem foi no balcão da Europcar para levantar a autocaravana. A reserva tinha sido feita através da Motorhome Iceland, mas era a Europcar quem tratava da entrega – eficiência islandesa em ação!
A maioria das pessoas que aluga caravanas na Islândia opta por carrinhas compactas como a Citroën Berlingo ou a Peugeot Partner, porque os preços são bem mais acessíveis. No entanto, para mim, ter uma casa de banho na caravana era essencial – não tanto por conforto, mas pela praticidade e autonomia que isso dá em lugares mais remotos. Como as autocaravanas maiores, semelhantes às que alugámos na Noruega, tinham preços quase proibitivos, escolhemos uma solução intermédia: uma Fiat Ducato adaptada, que nos oferecia o equilíbrio perfeito entre funcionalidade e custo.
De “casa nova” para os próximos dias, fizemos a nossa primeira missão: ir ao Krónan, um dos supermercados mais conhecidos da Islândia, para nos abastecermos de comida (dica: os preços não são os mais amigos do bolso, mas ainda assim é mais em conta do que comer fora). Com o frigorífico cheio e prontos para a aventura, seguimos para o nosso primeiro destino.
Autocaravana
A nossa estreia na Islândia foi no monte Kirkjufell, na belíssima península de Snæfellsnes. Este monte é tão icónico que já ganhou o título de “a montanha mais fotografada da Islândia”, e embora tivessemos apanhado o céu com nuvens que tapavam o topo do monte, quem somos nós para não contribuir para mais uma fotografia?! Não resistimos a uma visita à Kirkjufellsfoss, a cascata que emoldura o monte de forma perfeita. O estacionamento custou cerca de 5€, e valeu cada cêntimo.
O dia já estava a terminar e, com o cansaço a dar sinais, decidimos pernoitar por ali. Afinal, não há nada como acordar rodeado de paisagens de cortar a respiração.
Dia 2 – Viagem até à Godafoss para ver a aurora boreal
Começámos o dia com uma visita ao Lava Rocks Formations, um vasto campo de lava que parece saído de um outro planeta. Aqui, o contraste do verde vibrante do musgo com o negro das rochas vulcânicas cria uma paisagem única e fascinante, tão diferente de tudo o que já tínhamos visto. É como se a força destrutiva da lava tivesse sido suavizada pela delicadeza do tempo e da natureza.
Skútustaðagígar
Seguimos viagem rumo ao norte, passando por Akureyri, a charmosa “capital do norte” da Islândia. Apesar de ser uma cidade que muitos recomendam explorar, optámos por não parar – o nosso destino era mais à frente. Queríamos chegar à Godafoss, uma das cascatas mais emblemáticas do país, onde planeávamos passar a noite.
Chegámos à cascata com as expectativas altas, mas a realidade superou-as. Godafoss é lindíssima a qualquer hora do dia, com as suas águas rugindo e espalhando uma névoa mágica pelo ar. Mas o verdadeiro espetáculo ainda estava por vir. Quando o céu escureceu, as auroras boreais decidiram brindar-nos com a sua dança hipnotizante. O verde das luzes refletido na cascata criou uma cena que não consigo traduzir em palavras. É o tipo de momento que nos faz sentir pequenos diante da grandeza da natureza.
Foi impossível não ficar ali, simplesmente a contemplar, como se o tempo tivesse parado. Essa noite foi mais do que especial, e já sabíamos que seria uma das memórias mais marcantes desta viagem.
Dia 3 – Viagem pelo norte da Islândia
Deixámos a grandiosa Godafoss para trás e seguimos rumo à região de Myvatn, conhecida pelas suas paisagens vulcânicas e geotérmicas que mais parecem retiradas de um filme de ficção científica.
A nossa primeira paragem foi no Lago Myvatn, rodeado pelas Skútustaðagígar, umas pseudocrateras que resultaram de explosões de vapor e que criam uma paisagem surreal, salpicada por estas formações peculiares. É impressionante ver como a natureza, através da lava e do vapor, esculpe cenários tão únicos.
Skútustaðagígar
Depois, seguimos para o Hverfjall, uma enorme cratera vulcânica que domina a paisagem com os seus tons negros e dramáticos. A subida até ao topo foi um desafio: cerca de 30 minutos de inclinação constante que nos deixaram sem fôlego… mas valeu cada passo. A partir da caravana, a cratera parecia bem mais pequena, mas lá em cima a grandiosidade do lugar era evidente. O vento forte tornava o cenário ainda mais imersivo, e a vista do topo era verdadeiramente surreal, como se estivéssemos a caminhar na Lua.
Se a subida foi dura, a descida também não foi fácil. Nunca sei o que custa mais: as pernas a arder a subir ou o equilíbrio a descer. Mas lá chegámos novamente à base, prontos para o próximo destino.
Hverfjall
Seguimos para a Grjátagjá, uma caverna de lava que já serviu de cenário para a série Game of Thrones. Dentro da caverna, há uma piscina natural de água aquecida pela atividade geotérmica. A água está a uns impressionantes 40º a 50ºC, mas infelizmente já não é permitido tomar banho. Ainda assim, o ambiente místico da caverna é motivo mais do que suficiente para a visita
Hverfjall
De lá, rumámos a Hverir, um campo geotérmico ativo que é verdadeiramente fascinante. Aqui, a terra fervilha com fumarolas, poças de lama borbulhante e fontes termais, num cenário surreal pintado em tons de castanho, amarelo e laranja. O cheiro a enxofre no ar é inevitável, mas é um pequeno preço a pagar pela experiência de testemunhar o poder da geotermia em ação.
Hverir
Encantados com tudo o que tínhamos acabado de ver, seguimos para a cratera Viti, famosa pelo seu lago azul-turquesa no interior. Curiosamente, o nome “Viti” significa “inferno” em islandês, mas o cenário é tudo menos infernal. Pelo caminho, ainda avistámos o famoso Krafla Shower, uma espécie de “chuveiro” alimentado por uma torneira de água quente geotérmica – uma curiosidade bem peculiar desta região.
É interessante notar que tanto Hverir como a cratera Viti fazem parte do complexo vulcânico Krafla, um dos mais impressionantes da Islândia.
O dia ainda não tinha terminado, e seguimos para a poderosa Dettifoss, a cascata com o maior volume de água de toda a Europa. Existem duas formas de lá chegar: pelo lado Este, através da estrada 864, ou pelo lado Oeste, pela estrada 862. Optámos pelo lado Oeste, que nos proporcionou uma vista absolutamente arrebatadora. O som ensurdecedor da água a cair e a força bruta da cascata são de uma magnitude que nos faz sentir minúsculos e insignificantes perante a natureza.
Antes de encerrar o dia, ainda fizemos um esforço para visitar o Stuðlagil Canyon, famoso pelas suas colunas de basalto. No entanto, do parque de caravanas até ao canyon, tínhamos uma caminhada de cerca de 30 minutos, e ao chegar já começava a escurecer. Como não queríamos fazer o caminho de volta às escuras, não passámos muito tempo por lá, mas o pouco que vimos deixou-nos com vontade de voltar com mais tempo e luz.
Cascata durante o caminho e o Stuðlagil Canyon
Dia 4 – Do Vestrahorn à Diamond Beach
O dia começou em grande, a comer uma waffle com chantilly junto à famosa península de Stokksnes, um dos cenários mais icónicos da Islândia. Este local é uma combinação única de dunas, praias de areia preta e montanhas.
O grande destaque é, sem dúvida, o Vestrahorn, uma montanha impressionante formada por rochas basálticas com formas angulares e afiadas, que se ergue como uma fortaleza natural. A complementar esta paisagem, temos as dunas douradas, salpicadas por vegetação, que contrastam de forma espetacular com o preto da areia e o tom escuro da montanha.
Vestrahorn e Pormenores da areia preta
Além disso, Stokksnes abriga uma curiosa atração turística: a Viking Village, uma recriação de uma vila viking, com réplicas de casas e barcos. Este cenário foi originalmente construído para um filme que acabou por nunca ser gravado, mas hoje é um ponto de interesse para quem visita a região, proporcionando uma experiência divertida e algo diferente.
Aldeia Viking
De lá, seguimos para o Parque Nacional Vatnajökull, que é simplesmente majestoso. Aqui encontra-se o Vatnajökull, o maior glaciar da Islândia e um dos maiores da Europa.
Sabias que?
O Vatnajökull cobre cerca de 8% do território islandês e esconde sob o gelo alguns vulcões ativos. Este glaciar é alimentado por glaciares menores e está em constante movimento, moldando a paisagem ao seu redor à medida que o gelo derrete e se desloca.
Vatnajökull
Um dos melhores locais para testemunhar esta beleza é o lago glacial Jökulsárlón, o maior em profundidade de toda a Islândia. Este lago formou-se quando o glaciar Breiðamerkurjökull, uma língua de gelo do Vatnajökull, começou a recuar devido ao aumento das temperaturas. A superfície do lago está pontilhada de icebergs que se desprendem do glaciar e flutuam lentamente antes de serem levados para o mar pelo rio Jökulsá, que liga o lago ao Oceano Atlântico.
Além do espetáculo visual das várias tonalidades de azul e branco dos icebergs, o lago também é habitat de focas e de aves, como as elegantes andorinhas-do-mar. No entanto, a magia não termina no lago. Muitos dos icebergs acabam por ser devolvidos pelo mar e ficam encalhados na Diamond Beach, uma praia onde o preto da areia contrasta com o brilho dos pedaços de gelo que, ao sol, parecem verdadeiros diamantes.
Lago Jökulsárlón
Não há palavras que façam justiça ao que senti ao estar em Jökulsárlón e na Diamond Beach. Estas paisagens arrebatadoras não são apenas os meus locais favoritos na Islândia, mas também de todos os que já conheci até hoje. A combinação de beleza, imponência e tranquilidade é algo que levarei comigo para sempre.
Diamond Beach
Dia 5 – Visita a uma ice cave
O dia de hoje foi dedicado à atividade mais aguardada de toda a viagem. Mas, antes disso, começámos por visitar mais uma das línguas de gelo do imponente Vatnajökull, o Svínafellsjökull. Esta paisagem de gelo é um verdadeiro convite a contemplar a grandiosidade da natureza.
Depois, voltámos ao lago Jökulsárlón, que já nos tinha encantado no dia anterior, pois era lá que tínhamos o ponto de encontro para a tão esperada aventura e enquanto esperávamos, aproveitámos para comer no bar que ali existe.
Finalmente, chegou a hora: iríamos conhecer o interior do glaciar e explorar uma ice cave! A reserva foi feita com a Local Guide (www.localguide.is) , e a nossa guia era espanhola, o que tornou a experiência ainda mais descontraída com a conversa em português e espanhol pelo caminho.
O trajeto até à caverna era dividido em duas partes: a primeira num gigantesco 4×4, que nos levou por um caminho acidentado, e a segunda a pé, sobre um terreno irregular que já começava a dar um gostinho de aventura.
Sabias que?
As cavernas de gelo são formações naturais criadas no interior de glaciares, onde a pressão do gelo e a água derretida esculpem túneis e câmaras que parecem saídos de outro mundo. Cada caverna é única e muda ao longo do tempo, o que torna cada visita verdadeiramente especial.
Ao entrar na ice cave, toda a ansiedade que trazíamos deu lugar a uma sensação de deslumbramento e admiração. A paisagem dentro da caverna era surreal: um contraste entre a escuridão e os azuis translúcidos e brilhantes do gelo, o chão coberto de terra e gelo, pequenas cascatas escorrendo das paredes ou caindo do teto… Era algo indescritível.
Nenhuma palavra ou fotografia consegue capturar a grandiosidade do que vimos e sentimos ali dentro. Apenas posso dizer que a natureza tem esta dualidade: tanto pode ser “destruidora e impiedosa” como absolutamente majestosa e inspiradora. Esta foi, sem dúvida, uma experiência que ficará para sempre gravada na memória.
Ice cave
Dia 6 – De Vik à Skógafoss
Desde que comecei a sonhar com esta viagem à Islândia, tinha em mente uma foto que queria muito tirar: a Vik i Myrdal Church, com o mar como pano de fundo. Foi assim que demos início ao dia, nesta icónica igreja localizada no topo de uma colina.
Foto tirada, seguimos para a praia de areia preta de Reynisfjara, famosa pelas Reynisdrangar, enormes formações de basalto que emergem do mar. Estas pedras, criadas pelo contacto da lava com o oceano e esculpidas pela erosão ao longo dos anos, formam uma paisagem de cortar a respiração.
Sabias que?
Conta-se que as Reynisdrangar são, na verdade, trolls petrificados. Diz a lenda que dois trolls tentaram arrastar um navio para a costa durante a noite, mas antes de conseguirem, o sol nasceu e transformou-os em pedra.
Se são trolls ou apenas obra da atividade vulcânica e erosão, não sei dizer, mas a verdade é que estas formações criam um cenário absolutamente deslumbrante.
A seguir, fomos até ao famoso avião DC-3, que em 1973 teve de fazer uma aterragem de emergência na Islândia devido a problemas com o combustível. Os destroços ainda lá estão, no meio de uma paisagem desolada. Para chegar ao local, há duas opções: apanhar um autocarro (com horários e preço definidos) ou caminhar cerca de uma hora para cada lado. Optámos pela caminhada. É um percurso plano e relativamente fácil, mas se compensa… bem, ainda não cheguei a uma conclusão definitiva.
Avião DC-3
Depois de visitar o avião, seguimos para a cratera Kerið, uma formação vulcânica com uma lagoa azul no fundo, rodeada por paredes de tons vermelhos, castanhos e verdes. Subimos até ao topo e caminhámos à volta da cratera. Uma paisagem diferente e muito bonita.
Ainda na Islândia, descobrimos que havia um pão tradicional cozido debaixo da terra, algo parecido ao nosso cozido das Furnas, nos Açores. Depois de alguma pesquisa, encontrámos o local perfeito para prová-lo: o Laugarvatn Fontana, um complexo geotérmico onde também é possível tomar banhos quentes. Mas o nosso foco era o pão, o famoso rúgbrauð, feito com farinha de centeio e cozido com o calor das fontes termais durante várias horas. Apesar de não termos conseguido participar no workshop onde poderíamos preparar e cozer o pão, tivemos a oportunidade de prová-lo. O sabor? Um misto de doce e terroso, que pode estranhar-se no início, mas acaba por conquistar.
Com a barriga cheia, seguimos para o vale de Haukadalur, lar dos famosos geiseres da Islândia. Aqui, vimos fumarolas, poças de lama borbulhante e, claro, o Strokkur, o geiser mais ativo da zona. Este entra em erupção a cada 5 a 10 minutos, projetando água quente até 15-20 metros de altura. É incrível ver a bolha de vapor formar-se antes do jato explodir, criando um espetáculo natural que nos deixa boquiabertos. Também há o Grande Geysir, que hoje raramente entra em erupção, mas ainda assim impressiona pela sua história.
Geiser Strokkur
De lá, seguimos para a Gullfoss, uma cascata imponente com uma queda dupla de água. No entanto, o vento forte e a quantidade de água a ser projetada pela cascata dificultaram a visão. Mesmo assim, deu para perceber a grandiosidade e a força desta maravilha natural. Mais uma vez, senti-me pequeno diante da magnitude da natureza.
Terminámos o dia no parque junto à Skógafoss, outra cascata lindíssima. E, para fechar o dia com chave de ouro, tivemos novamente a companhia da nossa amiga aurora boreal. Foi uma despedida perfeita para um dia tão especial.
Skógafoss à noite
Dia 7 – Reykjavik
Começámos o dia como terminámos o anterior: a apreciar a majestosa Skógafoss. Apesar de não ser a cascata com o maior caudal, a sua imponência reside na altura — 60 metros — e na largura de 25 metros. Claro que, como sempre, fui a cobaia do Tiago, aproximando-me o mais possível para criar contraste entre o “gigante” e esta pequena humana. Resultado? Molhei-me completamente, mas as fotos valeram a pena!
De seguida, seguimos para a famosa Seljalandsfoss, uma cascata com uma particularidade única: podemos andar por trás da queda de água! A experiência de ver a água a cair em frente aos nossos olhos, enquanto a luz se reflete, cria uma sensação mágica e indescritível.
Com as cascatas vistas, era hora de chegarmos à capital, Reykjavik. A primeira paragem foi no Perlan, um museu dedicado à geologia, energia geotérmica e glaciares da Islândia. Lá, visitámos uma recriação de uma ice cave (que nos pareceu fraquinha depois de termos estado numa verdadeira), explorámos o planetário que simula auroras boreais, e ainda desfrutámos de uma vista panorâmica espetacular da cidade.
Depois, explorámos o centro de Reykjavik, que é compacto e perfeito para percorrer a pé. Passámos pelos locais mais emblemáticos:
- Harpa Concert Hall, um edifício moderno e fascinante com a sua fachada de vidro.
- Sun Voyager (Sólfar), uma escultura metálica que representa um barco viking e homenageia o espírito de exploração.
- Rainbow Street (Regnbogagata), uma rua vibrante com as cores do arco-íris pintadas no chão, repleta de lojas, restaurantes e bares.
- E, claro, a estrela da cidade, a Hallgrímskirkja, uma igreja luterana de arquitetura única e imponente, que é visível de quase toda a cidade.
Reykjavik
Acabámos o nosso dia a jantar num restaurante viking para provar o tubarão fermentado. Foi no Ingólfsskáli Viking Restaurante, tem um ambiente giríssimo inspirado na era viking com comidas tradicionais islandesas com um toque de autenticidade viking. Uma experiência que adorámos tanto pelo ambiente como pelo que podemos provar.
Pormenores do Ingólfsskáli Viking Restaurante
Dia 8 – Um passeio pelo sul
O dia foi dedicado à Península de Reykjanes, uma das áreas mais geologicamente ativas da Islândia. É uma região cheia de contrastes, onde podemos observar de perto a força da natureza que molda o país.
Começámos a explorar pela área de Krýsuvík, um local semelhante a Hverir, que tínhamos visitado no norte da ilha. No entanto, esta zona é menor e menos impressionante, mas ainda assim merece uma visita. A parte mais conhecida desta área é Seltún, com as suas fumarolas e poças de lama borbulhante.
De seguida, dirigimo-nos a um dos parques de estacionamento para iniciar a caminhada até ao vulcão Fagradalsfjall. Deixámos a caravana no P1 e enfrentámos a longa caminhada até aos campos de lava resultantes da erupção de 2021, que durou seis meses. Apesar de já ter passado um ano desde a erupção, ainda havia locais onde a lava fumegava e o calor podia ser sentido no vapor que escapava pelas rochas. Foi incrível caminhar sobre lava tão recente, uma experiência completamente diferente dos campos de lava mais antigos que tínhamos visto noutras partes da ilha.
A paragem seguinte foi em Gunnuhver, outra zona geotérmica que, à semelhança de Krýsuvík, é repleta de fumarolas e atividade vulcânica.
Para finalizar o dia, fizemos algo simbólico e único: colocámos um pé no continente americano e outro no continente europeu. Na Bridge Between Continents, é possível caminhar entre as placas tectónicas Norte-Americana e Eurasiática, uma experiência que reforça a sensação de estarmos num lugar verdadeiramente especial, onde a natureza e a geologia se encontram de forma espetacular.
Foi o encerramento perfeito para mais um dia recheado de paisagens que só a Islândia consegue oferecer!
Dia 9 – Blue lagoon
Não podíamos visitar a Islândia sem experimentar os tão famosos banhos quentes em piscinas geotérmicas. Decidimos guardar essa experiência para o último dia, como forma de relaxar e terminar a viagem em grande estilo.
A nossa escolha recaiu sobre a icónica Blue Lagoon, e tratámos de comprar os bilhetes online com antecedência. Chegados lá, fomos brindados com uma experiência que superou todas as expectativas. Apesar dos avisos de vento forte e do frio cortante que já se fazia sentir no ar, dentro da água quente foi simplesmente divinal. A sensação de estar rodeado de lava solidificada, mergulhado naquelas águas azuis turquesa, enquanto o vento soprava, foi indescritível.
Blue Lagoon
Para tornar o momento ainda mais especial, terminámos o dia a almoçar no Lava Restaurant, o restaurante da Blue Lagoon, que oferece vistas espetaculares para a lagoa. Foi uma refeição deliciosa e o cenário perfeito para nos despedirmos deste país mágico.
Lava restaurant
Islândia, deixaste-nos completamente rendidos e já com saudades!
