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Voltámos a Veneza
Voltámos a Veneza pela segunda vez, pois gostámos tanto da cidade na primeira visita que sabíamos que precisávamos de voltar. Quando decidimos que Roma seria o nosso próximo destino, decidimos apanhar o avião até Veneza para visitar novamente a cidade e daí viajar de comboio até Roma.
Chegámos já no final da tarde e optámos por apanhar o Vaporetto, o “metro” de Veneza, que nos levou do aeroporto até ao centro.
Fizemos um breve passeio, jantámos e, só depois, seguimos para Mestre, onde ficava o nosso hotel, apanhando o comboio para lá.
Sabias que?
O Vaporetto é uma espécie de metro que percorre os canais da cidade como se de linhas de metro se tratassem, sendo o principal meio de transporte aquático para turistas e residentes.
Estadia em Mestre
Ficar hospedado em Veneza tem um charme inegável, dado o ambiente único da cidade, mas, para quem procura uma melhor relação qualidade/preço, a melhor opção é sem dúvida Mestre.
Mestre é a cidade continental mais próxima de Veneza e oferece ótimas ligações com o centro da cidade, tanto por comboio como por autocarro. No entanto, a melhor escolha é ficar o mais próximo possível das estações de comboio ou autocarro para garantir maior comodidade.
Nós preferimos o comboio, pois, na nossa primeira visita, decidimos optar pelo autocarro, e a experiência foi bastante desconfortável – pareciamos literalmente “sardinhas enlatadas”. Desde então, passámos a escolher o comboio, que é rápido, confortável e, claro, uma experiência muito mais agradável.
Os preços dos hotéis em Mestre são muito mais acessíveis do que na própria Veneza, e a viagem até à ilha é rápida e fácil. Foi em Mestre que ficámos hospedados nas duas vezes que visitámos Veneza, e podemos garantir que é aqui que fica a maior parte dos visitantes da cidade. Com boa infraestrutura e a poucos minutos de distância de Veneza, Mestre oferece uma excelente opção para quem quer explorar a cidade sem abrir mão de conforto e de preços mais simpáticos.
Transportes em Veneza
Embora em Veneza não existam estradas, carros nem autocarros, e tudo seja feito pelos canais, a cidade está bem conectada com o exterior. À entrada da cidade, encontramos a estação de comboios e a estação de autocarros, facilitando o acesso de quem chega de fora. A partir daí, a aventura começa, e tudo se desenrola através dos canais.
Em Veneza, a circulação é exclusivamente aquática. A cidade não possui estradas, e todos os serviços, desde a recolha de lixo até as ambulâncias, bombeiros e correios, são feitos por barco.
Os meios de transporte disponíveis em Veneza, como já devem ter imaginado, são todos aquáticos. Os táxis aquáticos são um serviço mais privado, mas também muito mais caro. As famosas gôndolas, que muitos associam ao romantismo, na minha opinião, perdem um pouco do encanto. O “tráfego” de gôndolas é tanto que a experiência, que poderia ser intimista e tranquila, acaba por ser transformada numa fila de barcos, o que retira um pouco da beleza e do romantismo.
Barco de recolha de lixo e barco de entregas
E, por fim, temos o Vaporetto, o verdadeiro “metro” de Veneza – só que em forma de barco. Com várias linhas e percursos, é a forma mais fácil e eficiente de nos deslocarmos pela cidade. O Vaporetto passa por várias paragens ao longo do Grande Canal e conecta-nos a praticamente todos os pontos de Veneza, incluindo as ilhas de Burano, Murano, entre outras. Basta escolher a linha certa, tal como no metro, e é simples chegar aonde queremos.
Apanhar o nascer do sol
No dia seguinte, acordámos ainda de noite para apanhar o primeiro comboio rumo a Veneza. A nossa primeira paragem foi na Ponte da Academia, onde assistimos ao nascer do dia, um momento mágico que marca o início de mais um dia na cidade.
Explorar as ruelas de Veneza
O resto do dia foi dedicado a explorar as ruelas e canais de Veneza. É aqui, longe das grandes multidões, que se encontra o verdadeiro encanto da cidade – nos detalhes, no som da água a bater nas pedras, nos reflexos nas águas calmas e na atmosfera única que se cria. Claro que não podíamos deixar de passar pelas icónicas Ponte dos Suspiros, Ponte de Rialto e Praça de São Marcos que desta vez não deu para apreciar por estar em obras.
Veneza
Burano
No segundo dia, apanhámos o Vaporetto para explorar Burano, uma ilha famosa pelas suas casas coloridas e pela tradição da rendadeira. Lá, cada rua parecia uma pintura vibrante, e o tempo parecia desacelerar à medida que passeávamos pelas suas estreitas ruas.
Na nossa primeira visita, tínhamos explorado Murano, outra ilha famosa pelo vidro. Embora as lojas de Veneza estejam repletas de peças de vidro de Murano, a experiência de lá deixou-nos um pouco indiferentes, por isso desta vez decidimos não visitar.
Burano
A despedida
Depois do almoço, regressámos a Veneza, para antes de apanhar o comboio até Florença, perder-nos mais uma vez pelas ruas, pontes e canais desta cidade que, à medida que nos afastamos das rotas turísticas, revela o seu charme verdadeiro e intemporal.
Ruas de Veneza
