Índice

O que são

Quando planeámos a ida a Singapura, os Gardens by the Bay eram um daqueles lugares que sempre nos despertaram curiosidade, mas, mesmo assim não estávamos preparados para o que sentimos ali. É difícil descrever, é arrebatador! Um daqueles sítios que nos fazem parar, respirar fundo e pensar: “Isto é real?”

Os Gardens by the Bay são um parque enorme e futurista, criado para transformar Singapura numa verdadeira “cidade-jardim” e combina botânica, tecnologia e sustentabilidade de uma forma que parece saída de um futuro possível. Tudo ali foi pensado ao detalhe, desde as estufas gigantes até aos trilhos exteriores, passando pelos famosos Supertrees que se erguem como esculturas vivas.

Gardens by the Bay
Gardens by the Bay

Grande parte do parque é gratuita, o que torna a visita ainda mais especial. Os jardins exteriores, os caminhos entre as árvores e o Supertree Grove podem ser explorados sem qualquer custo, assim como o espetáculo de luzes noturno. Apenas as duas estufas (o Flower Dome e a Cloud Forest) e os passadiços suspensos (o OCBC Skyway) e o Supertree Observatory, exigem bilhete.

No nosso caso, a meteorologia decidiu testar a nossa paciência. Chegámos ao parque com chuva e tanto o OCBC Skyway como o Supertree Observatory estavam encerrados por segurança. Não sabíamos se iriam reabrir nesse dia, por isso começámos pelas estufas para não perder tempo. Só ao final da tarde é que a meteorologia melhorou e o que estava fechado voltou a abrir e foi nesse momento que comprámos os bilhetes. Acabámos por subir mesmo antes do espetáculo das luzes, num daqueles pequenos golpes de sorte que tornam a experiência ainda mais especial.

Sabias que?

Os jardins foram construídos em terreno totalmente recuperado ao mar. A zona onde hoje estão os Gardens by the Bay não existia como terra firme há poucas décadas. Toda a baía de Marina Bay é fruto de um dos maiores projetos de land reclamation de Singapura, em que o mar foi aterrado para criar novas áreas urbanas. A cidade precisava de espaço para crescer, por isso construiu esta plataforma artificial que hoje acolhe o Marina Bay Sands, o ArtScience Museum e os próprios Gardens by the Bay. É impressionante pensar que toda esta área era água e, em poucas décadas, se transformou num dos espaços mais futuristas do mundo.

Flower Dome

Sinceramente, eu não fazia grande questão de visitar a Flower Dome nem a Cloud Forest. Achava que seriam apenas “espaços com flores”, visíveis numa passagem rápida. Mas ainda bem que o Tiago não pensava da mesma forma, porque não podía estar mais enganada.

A Flower Dome é a maior estufa de ambiente controlado do mundo. O interior é climatizado para manter temperaturas amenas, muito diferentes do calor húmido de Singapura, e recria vários ecossistemas de regiões secas e mediterrânicas espalhadas pelo planeta. Ao caminhar pela estufa, tudo muda de zona para zona. Há suculentas de desertos africanos, oliveiras centenárias, árvores australianas, flores das regiões subtropicais e plantas que raramente veríamos todas juntas no mesmo espaço.

Flower Dome
Flower Dome

O objetivo da Flower Dome é mostrar como diferentes espécies convivem e sobrevivem em ambientes áridos e de clima suave, sempre com uma organização muito cuidada e cenários que parecem saídos de jardins temáticos. É um espaço amplo, luminoso e surpreendentemente fresco, onde cada detalhe foi pensado para que a natureza seja o centro das atenções.

Estátua na Flower Dome
Boneca no Flower Dome
Flores da Flower Dome

Pormenores no Flower Dome

Durante a nossa visita estava em destaque a exposição temporária Alpine Adventure, inspirada em ambientes de montanha. A Flower Dome tem sempre um tema sazonal que muda ao longo do ano e transforma por completo a área central da estufa. No nosso caso, os cenários incluíam flores alpinas, pequenas cabanas e composições que recriavam paisagens frias e silenciosas.

Alpine Adventure na Flower Dome
Alpine Adventure na Flower Dome

Cloud Forest

Depois de termos visitado a Flower Dome, pensávamos que já sabíamos o que esperar, mas a Cloud Forest deixou-nos completamente sem palavras. A entrada é esmagadora. Assim que atravessámos a porta, fomos envolvidos por uma mistura de frescura, nevoeiro e humidade e, poucos passos depois, surgiu o grande impacto. Uma cascata interior gigantesca cai diante dos nossos olhos logo à entrada, uma queda de água tão alta que quase faz esquecer que estamos dentro de um edifício. É impossível não ficar impressionado.

Entrada da Cloud Forest
Entrada da Cloud Forest

A Cloud Forest recria o clima das florestas de altitude, aquelas que crescem em montanhas tropicais sempre envolvidas em neblina. O espaço é organizado em torno de uma grande “montanha” artificial totalmente coberta de vegetação, com passadiços suspensos a vários níveis que permitem ver tudo de ângulos diferentes e sentir a dimensão do espaço. É um ambiente fresco e húmido que contrasta completamente com o calor tropical lá fora.

Tal como a Flower Dome, também a Cloud Forest recebe exposições temáticas que mudam ao longo do ano e transformam o interior da estufa. Cada tema altera os cenários, as luzes e a forma como a vegetação é apresentada. Existe ainda um bilhete combinado que inclui as duas estufas e acaba por ser a forma mais prática de visitar estes espaços.

Ponte pedonal na Cloud Forest
Ponte pedonal na Cloud Forest

Se houver um conselho importante, é este. Vale a pena começar pela Cloud Forest, de preferência bem cedo. A entrada da Flower Dome aparece primeiro e muitas pessoas começam a visita por aí, deixando esta estufa para segundo. Quando isso acontece, a Cloud Forest já está mais cheia e perde-se um pouco da sensação de imersão que se sente logo na entrada.

No nosso caso, a experiência tornou-se ainda mais surreal. No exato instante em que entrámos, começou a tocar a música do filme Jurassic Park. Não foi algo casual. A música estava programada para tocar de tempos a tempos por causa da exposição temporária Jurassic World, mas a coincidência de começarmos a visita no segundo exato em que a banda sonora começou deu ao momento um ar totalmente cinematográfico. A neblina, a cascata, a vegetação densa e a música criaram um cenário que parecia saído de outro mundo.

A exposição Jurassic World encaixava perfeitamente no ambiente da Cloud Forest. As réplicas, os sons e a iluminação reforçavam a sensação de que estávamos a entrar num universo paralelo onde natureza e ficção se misturavam com naturalidade.

Dinossauros
Dinossauro na Cloud Forest
Dinossauro
Jardim na Cloud Forest
Nevoeiro na Cloud Forest
Cascata da Cloud Forest

Cloud Forest

Supertrees

As Supertrees são a imagem mais famosa dos Gardens by the Bay e um dos símbolos modernos de Singapura. São estruturas gigantes, entre 20 e 50 metros de altura e foram desenhadas para funcionar como árvores verdadeiras. Cada torre está coberta por dezenas de espécies de plantas tropicais e integra sistemas que recolhem energia solar, captam água da chuva e ajudam a regular a temperatura de algumas zonas do parque. À distância parecem árvores futuristas, mas ao vivo impressionam pela escala e pela vegetação que as envolve.

Supertrees
Supertrees

Quando a chuva finalmente deu tréguas fomos até ao Supertree Grove, a área central onde a maioria destas árvores se encontra. Basta caminhar por baixo delas para perceber o impacto visual que têm. É uma sensação difícil de descrever porque tudo parece maior, mais luminoso e mais imaginativo do que aquilo que uma fotografia consegue mostrar.

Supertree Grove
Supertree Grove

Supertree Observatory

Depois de explorar o Supertree Grove, subimos ao Supertree Observatory, o miradouro instalado no topo de uma das torres. A entrada é paga e, apesar de nem sempre ser mencionado, vale muito a pena para quem quer ver a baía e os jardins do alto.

Carla no Supertree Observatory
Carla no Supertree Observatory

Apanhámos o elevador já com a luz a desaparecer e o céu sem estar totalmente limpo, mas mesmo assim a vista era fantástica. Singapura é uma daquelas cidades que fica bonita em qualquer clima. Com sol, com chuva, com nuvens ou ao entardecer, a paisagem muda e a cidade ganha sempre um novo cenário.

Lá de cima vê-se a Marina Bay Sands, o Supertree Grove em toda a sua geometria, as estufas gigantes e parte da linha de costa. É um daqueles miradouros que oferece uma leitura diferente de Singapura e que complementa muito bem a visita aos Gardens.



Supertree Observatory

OCBC Skyway

Depois de termos estado no Supertree Observatory e com a chuva ainda a dar tréguas, fomos comprar o bilhete para subir ao OCBC Skyway. 

O OCBC Skyway é um passadiço suspenso que liga duas das Supertrees. A estrutura fica a vinte e dois metros de altura e permite caminhar entre as torres metálicas rodeados de vegetação tropical, com uma vista privilegiada para o Supertree Grove e para a Marina Bay.

O tempo de permanência no OCBC é limitado a cerca de quinze minutos e os seguranças controlam a rotação para evitar que o passadiço fique demasiado cheio. Como subimos perto da hora do espetáculo das luzes, ficámos durante alguns minutos junto ao elevador, numa zona onde a vigilância é mais discreta. Esse pequeno detalhe permitiu-nos ganhar tempo sem pressas e esperar pelo momento certo.

Supertree Grove
Gardens by the bay

Vista do OCBC Skyway

Quando começou o espetáculo, avançámos para a parte central do passadiço e ficámos ali, rodeados pelas Supertrees iluminadas. A música, as cores e a vista lá de cima transformaram o Garden Rhapsody numa experiência completamente diferente da que se vive ao nível do chão. Vimos o espetáculo inteiro suspensos entre as árvores metálicas, num equilíbrio improvável entre sorte, timing e ambiente.

O OCBC Skyway já seria uma visita memorável a qualquer hora do dia, mas assistir ao Garden Rhapsody lá de cima foi um dos momentos mais inesquecíveis da nossa passagem por Singapura.

Garden Rhapsody

O Garden Rhapsody é o espetáculo de luz e som das Supertrees e acontece todos os dias às 19h45 e às 20h45, com cerca de quinze minutos de duração. É um dos momentos mais especiais dos Gardens by the Bay e transforma por completo o Supertree Grove. As luzes acendem-se de forma coreografada, a música envolve o espaço e o jardim ganha uma atmosfera quase mágica.

Garden Rhapsody
Garden Rhapsody

Dicas Práticas

Como chegar
  1. Metro MRT pela Downtown Line (linha azul).
  2. Estação Bayfront MRT.
  3. Saída B.
  4. A partir daí existem passadiços cobertos que levam diretamente aos jardins.
Compra de bilhetes
O que é gratuito
O que é pago

Nota importante: A Flower Dome e a Cloud Forest são sempre visitadas com um único bilhete conjunto. Não existe bilhete individual para cada estufa.

Morada

icon-guias-viagem-flat-green

Consulte o nosso Guia de Singapura para mais informações do país

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *